| |
| Empresa |
TEXTO RETIDADO DA REVISTA FHOX Nº 85 DE OUTUBRO/NOVEMBRO/2003
Quem disser que Santa Catarina tem o melhor desenho sociológico entre todos os estados brasileiros, arrisca acertar. A começar pelo Índice de Desenvolvimento Humano, um termômetro da ONU para medir qualidade de vida e grau de civilização de uma cidade, região ou país. O dos catarinenses só acumula adjetivos. Renda, educação, crescimento da população, tamanho das cidades, cultura do povo, desenvolvimento industrial, agronegócios, pesquisa tecnológica, geografia, tudo em Santa Catarina parece exibir um saudável equilíbrio a contribuir para o seu elevado patamar de civilidade. O Estado assemelha-se em muito aos pedacinhos da Europa desenvolvida. Até aí nenhuma novidade, pois é o seu berço de colonização. Mas tem o mérito de preservar a homogeneidade dessas origens ao longo de gerações. É o caso de Blumenau, a mais germânica das cidades catarinenses, onde até hoje há uma grande quantidade de nativos que fala fluentemente alemão mesmo sem nunca ter estado na Alemanha. E, na fotografia, os blumenauenses também exibem os traços da forte orientação técnica típica dos alemães? Exibem. Embora com ironias. A cidade tem fotógrafos e lojistas com décadas de tradição, mas seu varejo sempre foi invadido por redes de fora chegando com marketing mais agressivo. Sobretudo depois do domínio dos minilabs que fez de Blumenau um dos poucos lugares do País onde o líder não era um nome local. Foi assim até surgir a Fotorama Express, em 1997. Resultado de uma sociedade entre o ex-fotógrafo Carmo Klotz (59) e o técnico de laboratório Edelfried Hertel (49), o Freddy como gosta de ser chamado, a empresa ganha feições de rede ao abrir sua quinta loja e toma-se referência na região em serviços profissionais.
A história da Fotorama nasceu de uma particularidade do relacionamento entre fotógrafo profissional e o laboratório que o atende. O fotógrafo geralmente cria um vínculo mais estreito com um determinado técnico de minilab de sua preferência. Aquele que acerta sempre o seu goste de cor e dá um capricho especial nos sem. negativos e cópias. Foi assim com Carmo e Freddy. Na época um dos mais requisitados profissionais de Blumenau, Carmo fazia questão que Freddy, então técnico de uma filial da rede Colorama, processasse e supervisionasse seu trabalho. Do relacionamento comercial veio uma amizade e a idéia de os dois montarem o seu próprio laboratório. Freddy entrava com o seu conhecimento do mercado local, o prestígio que tinha dos fotógrafos e do domínio do processamento colorido.Carmo com sua experiência em fotografia, gestão de negócios e uma reserva de capital que dava para ao menos começar. Dois anos de muita conversa, por fim os dois decidem colocar em prática seus planos. Tornam-se sócios meio a meio. Vão a São Paulo, batem à porta da Kodak e compram uma "cinqüentinha" usada (um antigo minilab com rótulo Kodak e de fabricação Noritsu). "A Kodak acreditou e apoiou a gente desde a primeira hora", revela Freddy, sem esconder sua gratidão e fidelidade à marca. No início funcionaram em uma
salinha apertada e com a cultura de laboratório central, fazendo coleta entre fotógrafos e lojistas da região. Profundos conhecedores da matéria e com muita disposição para trabalhar, o negócio decolou rápido a ponto de um ano depois já justificar a chegada de mais um minilab, desta vez uma Noritsu 1501 também usada. No mesmo ano abriram o seu primeiro ponto comercial...
DEMANDA ESPONTÂNEA - Carmo e Freddy não têm dúvidas que o digital é o futuro. Um futuro que, por sinal, já chegou aos balcões da Fotorama de maneira espontânea. Como o grosso da sua clientela vem de profissionais, de acordo com os dois, hoje os fotógrafos já exigem serviços digitais. "Eles não querem somente a impressão, cuja diferença de qualidade é visível. Querem também personalizar seus serviços com templates para datas comemorativas e outros tipos de fotos que vendem, como escolas, eventos, estúdio e até casamento", afirma Freddy. Segundo ele, a região de Blumenau tem muitos fotógrafos profissionais, mas a despeito de seu bolsão industrial que levaria a supor uma grande demanda para fotos comerciais, a maioria deles se dedica mesmo à área social. E é nessa afinidade com os profissionais, talvez, o maior segredo da Fotorama para a rápida conquista da liderança no varejo do ramo na cidade, antes nas mãos de forasteiros. Ao que Carmo e Freddy explicam: "Quando os minilabs chegaram, em meados dos anos 80, os lojistas daqui não acreditaram. Com isso ficaram atrasados e abriram um enorme espaço para que redes de fora dominassem a cidade. Mas nenhuma delas conhece o mercado e investe tanto em tecnologia quanto a Fotorama. Agora elas perdem o brilho".
|
|
|
|
|
 |
Fotorama Digital Express - Blumenau
Rua Sete de Setembro, 1122 - Blumenau - SC, 89010-202
(0xx)47 3041-9495 |
 |
|
|
|
|